Trilogia do Infinito reúne três dramaturgias autorais do Coletivo Truvação (DF), concebidas para a rua e estruturadas como uma saga teatral: Umbigo do infinito,
A batalha do portal e Quando os umbigos brilham. Criadas a partir de uma escrita
colaborativa, as peças exploram temas como vida, morte, ancestralidade e a relação entre os seres humanos e a Terra. A publicação inclui ainda materiais sobre os processos de montagem e entrevistas com artistas de rua.
Sinopses da peças:
Umbigo do infinito
Uma moça procura ajuda: qualquer truque para enfrentar uma doença misteriosa. Se vê às voltas com sintomas incompreensíveis, tem a sensação de estar acompanhada mesmo estando sozinha. Em sua busca por algum alívio das dores, alguma trégua nas tonturas, alguma esperança de cura, ela se depara com estranhas criaturas, todas de olhos muito compridos para isso que incha seu umbigo.
A batalha do portal
Carregando em seu bico a última criança nascida na extinta cidade de Vaugávia, o Pássaro Salã chega até Ondeolândia, povoado que em meio a uma severa crise de escassez, vive diante do conflito de três famílias e um mágico portal. As famílias Tancredo e Kobstcheck disputam a posse do portal prometendo possuir o verdadeiro caminho para a paz, enquanto a família Terrozo, defensores de uma memória ancestral, tentam revelar uma outra via possível.
Quando os umbigos brilham
Em um mundo à beira do colapso climático, três seres surgem de uma árvore mágica: uma humana, uma menina-máquina e um cachorro-cogumelo. Unidos pelo misterioso brilho que pulsa em seus umbigos e sem qualquer memória de suas origens, o trio recebe a missão de encontrar e registrar algo tão especial na humanidade que seja capaz de impedir que o universo seja engolido pela “Grande Fenda”. O que eles ainda não sabem é que a energia que carregam provoca graves panes nos sistemas da poderosa FIM Tech, uma corporação tecnológica disposta a fazer de tudo para impedir que os três amigos concluam sua jornada. A saga atravessa temas sensíveis, como a crise hídrica e climática, a relação da humanidade com o consumo e a tecnologia, e o poder da amizade em tempos de transformação.
Sobre o Coletivo Truvação
Fundado em 2019 na Universidade de Brasília, o Coletivo Truvação é um encontro de artistas movidos pela criação coletiva, pela experimentação cênica e pela ocupação dos espaços públicos. Sem uma formação fixa, mas composto majoritariamente por mulheres, o grupo se organiza a partir de afinidades e interesses em comum, reunindo diferentes trajetórias artísticas em processos colaborativos. Aolongo de sua trajetória, desenvolveu seis espetáculos autorais, sendo três de rua e três de caixa cênica, além de projetos paralelos voltados à formação, à circulação e à democratização do acesso à cultura. Entre essas iniciativas, destaca-se o Circuito Cultural, projeto dedicado à descentralização das atividades artísticas no Distrito Federal. Por meio de espetáculos gratuitos, oficinas formativas e ações comunitárias,o coletivo já circulou por mais de quinze cidades do quadradinho, contribuindo para a formação de público e para o protagonismo de pessoas dissidentes e periféricas. Entre ruas, praças e palcos, o Truvação segue cultivando encontros e brincando com a arte como ferramenta de transformação, pertencimento e imaginação coletiva.
Minibios Coletiva Truvação
Ana Matuza – Atriz, diretora, dramaturga e produtora cultural, cofundadora do Coletivo Truvação e idealizadora do Circuito Cultural DF. Dedica-se à criação de dramaturgias autorais, encenações coletivas e projetos de descentralização cultural e ocupação de espaços públicos.
Isabella Baroz – Atriz, escritora, diretora, apresentadora e integrante do Coletivo Truvação. Bacharela em Artes Cênicas pela UnB, desenvolve pesquisa em atuação para teatro e audiovisual desde 2005.
João Ricken – Ator, dramaturgo, diretor teatral e mestre em Artes Cênicas (UFBA), cofundador do Coletivo Truvação. Atua no teatro e no audiovisual, com trabalhos realizados no Brasil e nos Estados Unidos, incluindo a série Anderson Spider Silva.
Julia Tempesta – Atriz, escritora, diretora e performer, bacharela em Artes Cênicas pela UnB e cofundadora dos coletivos Truvação e As Piores do Mundo. Desenvolve trabalhos em teatro, performance e audiovisual, com interesse em processos criativos e múltiplas linguagens.
Lu Matias – Atriz, pesquisadora e mestre em Artes Cênicas pela UnB, com atuação em interpretação, dança e artes do movimento. Integra o Coletivo Truvação desde 2023, desenvolvendo ações de teatro de rua e democratização cultural no Distrito Federal.
Thays Oak – Atriz e artista multimídia, integrante dos coletivos Truvação, As Piores do Mundo e T.O.M.A.D.A. Pesquisa o corpo cênico em diálogo com o audiovisual, explorando as relações entre presença, imagem e videografia.
Yuri Fidelis – Ator, diretor, dramaturgo e mestre em Processos Composicionais para a Cena (UnB). Desenvolve pesquisa em processos criativos, composição de personagens e reinterpretações de clássicos, com interesse nas relações entre tragédia e terror.
Ficha técnica do livro
Peso: 310g
Tamanho: 18,5 x 12 x 0,5 cm
Nº de páginas: 176
ISBN: 978-65-87635-58-3
Ano: 2026
Capa e diagramação: Letícia Naves
Projeto gráfico da Coleção Teatro Contemporâneo: Amanda Goveia e Vitor Carvalho
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SKU: 978-65-87635-58-3
R$ 45,00Preço
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